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Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial e Atividade Física
O diabetes mellitus (DM) é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares e também um problema de saúde pública. É caracterizado pela elevada concentração de glicose sangüínea, decorrente da falta ou incapacidade da ação da insulina (hormônio que conduz a glicose para os músculos).

A insulina, além de manter o controle glicêmico, também apresenta propriedades antiinflamatórias. A resistência a esta substância está intimamente relacionada com a obesidade abdominal. No fígado, os ácidos graxos (AG) - qualidade de gordura com função energética - que se originam do tecido gorduroso aumentam a produção de glicose, de triglicerídeos (TG) e do colesterol ruim (LDL), associando-se à redução do colesterol bom (HDL).

No músculo, os AG reduzem a sensibilidade à insulina, inibindo a captação de glicose.

O aumento da glicose circulante e liberação de AG aumentam a secreção de insulina do pâncreas, resultando em hiperinsulinemia. A hiperinsulinemia leva à retenção de sódio e aumento da atividade nervosa simpática (estimulante), contribuindo para o desenvolvimento de hipertensão arterial (HA).

A HA é resultante da interação entre alterações biológicas e fatores ambientais.

Os fatores ambientais estão ligados diretamente ao estilo de vida, como stress social, hábitos alimentares, tabaco e inatividade física.
Já as alterações biológicas, incluem perda da propriedade elástica dos tecidos, endurecimento das artérias, deficiência de produção das substâncias protetoras como antiinflamatórias e as que reduzem atividade nervosa.

Também há de se considerar fatores como descontrole da pressão arterial pelos rins, aumento das espécies reativas de oxigênio (radicais livres) - permitindo a formação de edema, que ocasiona na adesão de placas de gorduras e na conseqüente aceleração da coagulação dentro das artérias. A partir do aumento de radicais livres e da formação de edema, inicia-se um processo inflamatório complexo.

Os eventos mencionados aumentam a resistência vascular quanto à demanda necessária de oxigênio nas extremidades dos membros e, conforme o tempo de diagnóstico e controle do DM, este quadro conduz a morte celular e necrose.

Os benefícios da prática de atividade física (AF) regular quando bem orientada

Com uma intensidade adequada, a atividade física estimula o aumento do fluxo sanguíneo nas artérias. Assim, as substâncias vasodilatadoras e vaso constritoras, produzidas pelas artérias, ficam estabilizadas.
A prática de exercícios físicos proporciona um aumento significativo da capacidade funcional, que pode ser maior ou igual àquele induzido pela administração crônica de agentes farmacológicos.

A AF promove a redução do índice de massa corpórea e diâmetro da circunferência de cintura, além de proporcionar aumento da musculatura e diminuição da massa gorda. Também implica a melhora da sensibilidade à insulina entre 12 e 48 horas após sessões de exercícios, sem contar que melhora o controle glicêmico e é importante na vasodilatação e capilarização (aumento de pequenos vasos sanguíneos). Quem não é sedentário possui valores de insulina menores, com melhor eficiência.

As vantagens não param por aí. Quanto aos lípides (gorduras), a AF incrementa o funcionamento do metabolismo, aumenta o HDL e diminui o LDL.

A atividade física previne o aumento da HA, pois promove a diminuição dos valores da pressão arterial, de forma aguda, por até 24h após sessão de exercícios.

Conclui-se que a ciência justifica como é importante exercitar-se regularmente. Considerando todos os benefícios apresentados, sugiro que você “faça da atividade física mais uma necessidade diária”.
 
Autor: Prof. Erácliton Viana de Souza
 
   
 
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