Diabetes Tipo 1 As pessoas com diabetes tipo 1 (DM1) não produzem insulina (hormônio produzido pelo pâncreas que ajudar o corpo a usar ou armazenar a glicose dos alimentos). O tratamento é feito com injeções de insulina.
Metade de todos os casos de DM1 aparece na infância ou no início da adolescência.
Diabetes Tipo 2 As pessoas com diabetes tipo 2 (DM2) produzem insulina, mas, por algum motivo, as células em seus corpos são resistentes à ação da insulina ou não produzem insulina suficiente. Em todos os tipos de diabetes, se a glicose não consegue entrar nas células e tecidos que necessitam dela, ela se acumula no sangue. Geralmente, os casos de diabetes tipo 2 se desenvolvem na vida adulta.
Diabetes Tipo Lada O nome Lada vem da abreviação, em inglês, de Latent Autoimune Diabetes's Adult (diabetes latente e autoimune no adulto). Só aparece em pacientes adultos, e não em crianças. Atinge de 2 a 12% dos casos. Reúne as mesmas características do tipo 1: é autoimune e provoca a destruição das células beta.
Os sintomas são quase os mesmos (sede, cansaço, alteração da fome, aumento da urina e visão turva), porém com perda de peso mais lenta. Não é possível preveni-lo, como acontece com o tipo 2. O tratamento requer, em geral, o uso de insulina.
Como nos outros tipos, o diagnóstico é feito com a taxa de glicemia maior ou igual a 126 (confirmada com outro teste), e curva de tolerância à glicose de duas horas acima de 200.
Diabetes Gestacional É caracterizado por altas taxas glicêmicas ocorridas em gestantes que não têm diabetes. Surge entre a 24ª e a 28ª semana de gravidez, período em que o organismo está produzindo grandes quantidades de hormônios para ajudar o desenvolvimento do bebê. Acredita-se que esses hormônios bloqueiem a insulina. Assim, quando algo no organismo impede a insulina de desempenhar sua função, caracteriza-se uma resistência à insulina.
Na maioria dos casos, o organismo produz insulina suficiente para superar essa resistência, mas, quando isso não acontece, as mulheres têm diabetes gestacional.
A mulher corre maior risco de ter diabetes gestacional se um ou mais dos fatores abaixo estiver presente:
- 25 anos de idade ou mais;
- Estiver acima do peso;
- Histórico familiar de diabetes;
- Origem hispânica, indígena americana, afro-americana, asiática ou originária das ilhas do Pacífico (para habitantes dos Estados Unidos);
- Ter dado à luz um bebê de peso igual ou superior a 4,5kg.
Tratamento As mulheres grávidas devem fazer um exame de diabetes gestacional entre a 24ª e 28ª semana de gestação. Se estiver com o problema, o médico pode dar as seguintes orientações:
- Seguir um plano alimentar;
- Seguir um programa de exercício físico;
- Monitorar a glicemia;
- Verificar a presença de cetonas na urina;
- Tomar insulina
Diabetes Secundário ao Aumento de Função das Glândulas Endócrinas Nesse tipo de diabetes, a ação da insulina é dificultada ou prejudicada, de alguma maneira, quando ocorre aumento de função das glândulas endócrinas em determinadas doenças glandulares. Dessa forma, o diabetes pode aparecer em pessoas predispostas.
Pode acontecer com doenças da tireoide (hipertireoidismo), supra-renal (Doença de Cushing) ou da hipófise (acromegalia ou gigantismo).
Também pode aparecer na presença de tumores do sistema nervoso simpático (fecromocitoma) ou de células alfa do pâncreas (glucagonoma).
Diabetes Secundário a Doenças Pancreáticas Nesse grupo, o diabetes é desencadeado, com mais freqüência, nas pessoas com antecedentes familiares do tipo 2, após retirada cirúrgica de 75% do pâncreas.
Também pode ocorrer devido à pancreatite crônica (inflamação geralmente causada por alcoolismo crônico) ou a partir da destruição pancreática por depósito de ferro, denominada “hemocromatose”.
Em casos como esses, o diabetes está associado à diarréia com perda de gordura nas fezes, já que o pâncreas, amplamente afetado, também não produz enzimas digestivas suficientes.
Resistência Congênita ou Adquirida à Insulina Neste tipo de diabetes, há aumento na produção de insulina, mas sua ação não é eficaz devido à diminuição ou defeito de receptores celulares (encaixes para insulina), em tecido gorduroso, músculo etc.
Quando congênitas, essas anormalidades podem ser resultado de defeito dos receptores de insulina ou de presença de anticorpos antirreceptores.
Diabetes Associado a Poliendocrinopatias Autoimunes Ocorre em casos onde existem anticorpos anticélulas de ilhotas pancreáticas produtoras de insulina. Destes, 20% apresentam anticorpos contra tireóide, supra renal, mucosa do estômago, músculos e glândulas salivares, além da ocorrência de vitiligo, alopecia, hepatite crônica, candidíase etc.
Fontes: Guia Completo sobre Diabetes da American Diabetes Association. Rio de Janeiro: Anima, 2002.
Diabetes de A a Z - Tudo o que é preciso saber sobre diabetes - de forma simples. Associação Americana de Diabetes. Rio de Janeiro: Anima, 2006. |