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História do Diabetes

Você sabia que o diabetes era diagnosticado pelo sabor adocicado da urina dos pacientes? É exatamente esta a origem do nome diabetus mellitus (doce como mel). Longe de ser um fenômeno moderno, o diabetes é conhecido desde a Antigüidade. Aqui você vai conhecer várias curiosidades registradas em documentos médicos ao longo dos séculos, desde os papiros até hoje, passando pela revolução da descoberta da insulina em 1921.

Entre Papiros e Pirâmides
A primeira descrição documentada dos sintomas do diabetes até hoje encontrada está em um papiro egípcio. O papiro di Ebers data de 1552 antes de Cristo, tem 20 metros de comprimento e é considerado o documento médico mais importante do antigo Egito, com relatos de sintomas e receitas para vários distúrbios. Um parágrafo é dedicado aos sintomas mais fortes do diabetes. Fala de pacientes que emagrecem, sentem uma sede contínua e urinam em abundância. O tratamento incluía folhas de hortelã, dieta e apelos a Ísis e Osíris.

Na Antiga Índia
Mais tarde, por volta de 500 anos antes da era Cristã, o indiano Susruta - um dos pais da medicina ayurvédica - diagnosticou o diabetes mellitus em seus pacientes, entre as mais de 1.200 doenças estudadas por ele. Ele foi o primeiro a diferenciar dois tipos de diabetes: o primeiro tipo era diagnosticado em pessoas jovens e altamente fatal, enquanto o segundo era típico de adultos obesos. Susruta recomendava aos pacientes a prática de exercícios físicos.

Batizado pelos Gregos
Serão os gregos a cunhar o termo “diabetes”. Apolônio de Memphis (250 a.C.) foi o primeiro a usar a palavra, que significa passar através de devido à passagem de líquido pelo corpo dos pacientes. Mellitus, que em latim quer dizer mel, foi adicionado mais tarde na literatura médica ocidental (embora na medicina indiana já fosse usado) numa referência à urina adocicada que atraía formigas e abelhas. No mesmo século, o também grego Paulo de Aegina prescreve remédios à base de ervas, vinho e vinagre.    
 
A Areteu da Capadócia (150 d.C.) deve-se a primeira descrição completa do diabetes. Proveniente da Anatólia (atual Turquia), Areteu viveu em Roma – cidade onde provavelmente conheceu muitos pacientes.  Descreve casos terminais do diabetes da época, que não era, para ele, “muito freqüente na espécie humana, embora surpreendente”. Ele recomenda dieta rígida e vinho com água.

Como na Antigüidade, durante a Idade Média o diabetes continuou sendo diagnosticado através do método de provar a urina dos pacientes: o sabor doce correspondia ao diagnóstico positivo. No entanto, os médicos árabes, no mesmo período, descreveram em detalhes o coma hipoglicêmico e recomendaram uma dieta rica em grãos - preservando e atualizando os estudos clássicos de Hipócrates.

Descobertas recomeçam no Ocidente
Por volta de 1600, distinguem-se duas escolas de pensamento no ocidente: a que preferia uma dieta para repor o açúcar perdido na urina, e a outra que apostava na restrição dos carboidratos para reduzir os efeitos atribuídos ao excesso de açúcar.

Em 1775, uma substância “açucarada” – e cristalizada - foi detectada pela primeira vez na urina pelo britânico Matthew Dobson, a qual foi finalmente analisada e identificada como sendo glicose pelo químico francês Michel Eugène Chevreul. A partir de então, nas primeiras décadas de 1800, a taxa de glicose na urina pôde ser medida pelo primeiro aparelho científico da diabetologia, o “diabetômetro”.

É nesse período que o açúcar começa a ser demonizado na dieta dos que tinham diabetes.

O médico alemão Paul Langerhans abriu caminho com a descoberta das células ilhotas do pâncreas em 1869. É por causa dele o nome “ilhotas de Langerhans”. No ano seguinte, o francês Bouchardt trabalha com o conceito de dieta individual, adaptada a cada paciente. 

Durante um experimento em1889, Joseph von Mehring e Oskar Minkowski notaram que um cão adquiriu diabetes após ter o pâncreas removido. Conclusão: o pâncreas era crucial para o metabolismo sangüíneo. A partir daí, o foco das pesquisas vai para a relação pâncreas – diabetes.

Em 1910, Sharpey-Shafer sugere que uma substância química produzida pelo pâncreas faltava no organismo das pessoas com diabetes e propõe que tal substância seja chamada de insulina.

Faltava pouco para a descoberta do tratamento com a insulina, mas as dietas experimentais prometendo uma cura milagrosa continuavam sendo aplicadas nos pacientes: a dieta do leite, do arroz, da batata e até do ópio.

A Revolução da Insulina
Após a descoberta de que o metabolismo dependia de uma substância química produzida pelo pâncreas (1910), o caminho para a revolução da descoberta da insulina estava aberto para as primeiras décadas do século XX.

Em 1920, um cirurgião ortopedista chamado Frederick Banting, que havia atuado no corpo médico canadense durante a primeira Guerra Mundial, interessa-se pela idéia da insulina – até então apenas uma idéia – após ler um artigo científico de Moses Barron relacionando as ilhotas de Langerhans ao diabetes. Banting decide, então, ir a Toronto para realizar suas pesquisas.

Sob a supervisão de John Macleod e auxiliado pelo estudante Charles Best, de apenas 22 anos, ele trabalhou dia e noite realizando experiências com cachorros nos laboratórios da Universidade de Toronto. A manipulação química era feita por James Bertrand Collip.

A equipe conseguiu, em poucos meses, não apenas isolar extratos de insulina como produzi-los em massa. A descoberta e a manipulação da insulina, o hormônio que baixa o nível de glicose no sangue, iriam afinal permitir que os pacientes de diabetes levassem uma vida normal.  

Prêmio Nobel e Terapia Mundial
A conquista rendeu a Banting e a Macleod o Nobel da medicina de 1923. O jovem Charles Best foi ignorado pelo prêmio, porém Banting fez questão de dividir o valor recebido com ele. Macleod, por sua vez, divide o seu com o químico Collip. A polêmica entre os cientistas da equipe, que trocaram acusações nos anos posteriores à descoberta da insulina, virou até filme (Glory Enough for All, 1988).

Os pesquisadores não solicitaram a patente da descoberta: a terapia com a injeção de insulina espalhou-se rapidamente pelo mundo, salvando a vida de milhares de pacientes, a começar pelo menino canadense Leonard Thompson. Com apenas 14 anos e diagnosticado aos 11, ele já se encontrava internado como paciente terminal. A primeira injeção causou-lhe alergia. A segunda dose, mais refinada, foi um sucesso: Leonard engordou e seus sintomas desapareceram. Ele morreria 13 anos depois, de acidente de moto seguido de pneumonia.  

A primeira licença para fabricar insulina é concedida a Eli Lilly and Company, de Indianápolis, Estados Unidos, em 1923.

As Primeiras Associações: um Capítulo à Parte na História do Diabetes
A partir da descoberta da insulina em 1921, os pacientes podiam levar uma vida normal seguindo um tratamento universal e adequado.

O próximo passo seria a união em busca de assistência específica e troca de informações.

O pioneirismo ficou por conta do médico Ernesto Roma, que fundou a primeira associação do mundo em Portugal, em 13 de maio de 1926.  A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal era originalmente “dos Diabéticos Pobres” por causa do objetivo de fornecer insulina gratuita a quem não tinha condições de comprá-la. Na sala de espera dos pacientes, Ernesto Roma dava palestras sobre dieta e cuidados podológicos. As primeiras campanhas de conscientização pública e pela não discriminação das pessoas com diabetes surgiram poucos anos depois. O boletim publicado difundia novidades e serviços: um exemplo seguido pelas entidades que iam surgindo nos outros países.

Na Alemanha, a Casa do Diabético foi fundada em 1930. A Associação Britânica do Diabetes nasce em Londres em 1933 e, a partir de 1946, publica o The Diabetic Journal. A Austrália é a terceira nação a criar a uma associação nacional, em 1937.

A associação dinamarquesa abre em 1940 e funda uma revista especializada, além de organizar jornadas dedicadas a crianças com diabetes.

Também em 1940 é criada a American Diabetes Association (ADA) em Ohio, nos Estados Unidos, originalmente voltada só para os médicos. A revista surge oito anos depois. Em 1949, a ADA organiza o primeiro acampamento de verão para jovens. 

Paris ganhou a Associação Francesa dos Diabéticos em 1946, junto com o Journal de l’AFD.

 
 
   
 
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